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Companhias aéreas de baixo custo: por que o Brasil não tem?

Uma reportagem muito interessante do UOL veio explicar o porquê de o Brasil não estar vendo aparecer o modelo de companhia aérea de baixo custo, que vem surgindo principalmente na Europa, com empresas como a Ryanair e a easyJet oferecendo preços super competitivos. Veja as principais conclusões dessa investigação do UOL sobre o mercado nacional.

Falta concorrência

O UOL falou com Paulo Resende, da Fundação Dom Cabral, que aponta o fato de as quatro companhias nacionais (Latam, Gol, Azul e Avianca) não terem estímulo suficiente para competir. O fato de não permitir a entrada de capital estrangeiro ajuda a manter esse status quo.

Faltam aeroportos

As companhias aéreas de baixo custo operam habitualmente em aeroportos secundários ou um pouco mais longe do centro das cidades, jogando com suas tarifas mais baixas. Para o cliente, se tiver um sistema de transporte minimamente eficiente, a ideia acaba funcionando. Porém, no Brasil falta esse tipo de opção. São Paulo e o Rio têm dois aeroportos cada uma; mesmo considerando Viracopos como o terceiro aeroporto paulistano, basta ver que Paris e Londres, com bem menos habitantes que São Paulo, têm 3 e 6 aeroportos respectivamente.

Distâncias muito longas

A verdade é que o mercado brasileiro é mais “continental” que o da Europa, propriamente dito. Milton Zuanazzi, presidente da agência de viagens SBTur, falou ao UOL que é melhor fazer “seis viagens de 90 minutos do que três viagens de três horas”, em termos de gerenciamento de custos operacionais, para as companhias. Muitas das grandes cidades europeias ficam relativamente próximas; bem diferente de pegar um voo do Rio para Porto Alegre, por exemplo.

Impostos

A taxação sobre o combustível e a excessiva regulação do mercado são apontados como fatores que inibem o desenvolvimento de alternativas.

Fator cultural

Talvez o fator mais surpreendente. O passageiro brasileiro ainda não demonstrou estar aberto a ter lanche cobrado e passagem aérea mais baixa. E sem isso, nenhuma empresa vai querer arriscar seriamente.